Passar dos 60 muda o calendário de vacinas, e não é só a gripe. Três vacinas ganham destaque nessa fase da vida: a do herpes zóster (a famosa vacina do cobreiro), as pneumocócicas e a mais nova delas, a do VSR (vírus sincicial respiratório). Elas protegem contra doenças que ficam mais frequentes e mais graves com a idade, justamente quando o sistema imunológico começa a responder mais devagar.
Além desse trio, quem passou dos 60 continua precisando da vacina da gripe todo ano e do reforço de difteria e tétano a cada dez anos. Mas quem define o que falta pra você, na ordem certa, é a avaliação da sua caderneta. Cada pessoa chega nessa idade com um histórico diferente.
Aqui em Manaus, com a temporada de chuvas e as doenças respiratórias circulando o ano inteiro, pneumonia e VSR não são detalhe pra quem tem mais de 60. Vale entender cada uma dessas vacinas com calma. Adiantamos: a maior parte desse trio hoje está na rede privada, e disponibilidade e valores se confirmam pelo WhatsApp, porque o estoque varia semana a semana.
Quais vacinas quem tem 60 anos ou mais precisa tomar?
Depois dos 60, o calendário do idoso reúne as vacinas que continuam da vida adulta e acrescenta algumas específicas dessa fase. As principais são:
- Herpes zóster (cobreiro): recomendada na rotina a partir dos 50 anos, então aos 60 já está mais do que indicada.
- Pneumocócicas: protegem contra pneumonia, meningite e infecções graves causadas pelo pneumococo.
- VSR (vírus sincicial respiratório): a mais recente, voltada pra proteger o pulmão do idoso.
- Gripe (influenza): dose anual, sempre na temporada atual.
- Difteria e tétano (dT ou dTpa): reforço a cada dez anos.
- Hepatite B, tríplice viral e outras: conforme o que já foi tomado antes.
Não precisa decorar essa lista. O ponto é saber que existe um calendário próprio pra essa idade, e que ele pode ter lacunas de doses antigas. Se você quer ver tudo organizado por faixa etária, o calendário de vacinação completo ajuda a enxergar o que cada idade deveria ter tomado.
Por que a vacina do herpes zóster (cobreiro) importa tanto depois dos 60
O herpes zóster é o mesmo vírus da catapora, que fica adormecido no corpo por décadas e pode reativar quando a imunidade cai, algo comum com o avançar da idade. A reativação vira o cobreiro: aquelas feridas na pele que ardem e queimam, muitas vezes acompanhadas de uma dor que pode persistir por meses, mesmo depois das lesões sararem. Essa dor é a complicação mais temida, e ela pega com mais força quem tem mais de 60.
A vacina recombinante contra o herpes zóster tem mais de 90% de eficácia na prevenção do episódio agudo, e essa proteção se mantém alta mesmo entre pessoas com mais de 70 anos, segundo a SBIm. É uma das vacinas que mais faz diferença na qualidade de vida de quem já passou dos 60.
Quantas doses tem a vacina do herpes zóster e qual o intervalo?
A vacina recombinante contra o herpes zóster é aplicada em duas doses, com intervalo de dois meses entre a primeira e a segunda. Quando necessário, esse intervalo pode ser estendido, mas o esquema completo são sempre as duas doses. Uma dose só não fecha a proteção.
Ela é indicada na rotina a partir dos 50 anos. Pessoas com imunidade comprometida ou risco aumentado podem ter indicação mais cedo, a partir dos 18 anos, e isso é definido pelo profissional de saúde na avaliação.
Quem já teve cobreiro pode tomar a vacina do herpes zóster?
Sim, pode e deve. Ter tido um episódio de cobreiro não dispensa a vacina, porque o herpes zóster pode voltar mais de uma vez. A vacinação ajuda justamente a evitar novas crises.
A orientação da SBIm é aguardar cerca de seis meses após o episódio agudo pra tomar a vacina, embora esse prazo possa ser ajustado pra não perder a oportunidade vacinal. É o tipo de detalhe que a equipe de enfermagem confere caso a caso, olhando o seu histórico.
Qual a diferença entre as vacinas pneumocócicas conjugadas e a VPP23?
A diferença está na tecnologia e no tipo de proteção. A VPP23 é uma vacina polissacarídica que cobre 23 tipos de pneumococo, um número grande de variedades, mas gera uma resposta imune menos duradoura, principalmente no idoso. Já as conjugadas (VPC13, VPC15 e VPC20) usam uma tecnologia que estimula uma memória imunológica mais forte e prolongada, ainda que cubram um número menor de tipos.
Na prática, as duas se complementam. A SBIm recomenda pra quem tem 60 anos ou mais uma dose única de VPC20 ou um esquema sequencial, começando por uma vacina conjugada e seguindo depois com a VPP23. Qual das opções faz sentido pra você, e os intervalos entre as doses, é a avaliação da caderneta que define. Não é uma decisão pra tomar sozinho pela internet.
O que é a vacina do VSR e quem deve tomar?
O VSR, vírus sincicial respiratório, é bastante conhecido por causar bronquiolite em bebês, mas ele também é um dos principais responsáveis por infecções respiratórias graves em adultos mais velhos. No idoso, pode levar a pneumonia e piora de doenças do coração e do pulmão. A vacina é a novidade mais recente do calendário dessa faixa etária.
Pela recomendação da SBIm, a vacina do VSR é indicada em dose única e entra na rotina a partir dos 70 anos, independentemente de ter outras doenças. Entre 60 e 69 anos, ela é especialmente indicada pra quem tem condições de maior risco, como cardiopatia, doença pulmonar, diabetes, obesidade, doença nos rins ou no fígado e imunossupressão. Num clima como o de Manaus, com respiratórios circulando o ano todo, é uma proteção que faz sentido pra esse grupo.
Essas vacinas do idoso têm no SUS ou só na rede privada?
No geral, esse trio hoje está mais disponível na rede privada. A vacina do herpes zóster e a do VSR não fazem parte do calendário do SUS para o idoso, sendo encontradas em clínicas de vacinação. Entre as pneumocócicas, a VPP23 existe no SUS para grupos específicos, como idosos que vivem em instituições de longa permanência, enquanto as conjugadas mais novas (como a VPC20) ficam na rede particular.
Vale sempre confirmar, porque as políticas mudam e há projetos em andamento pra ampliar o acesso. Na Vacinar, a disponibilidade de cada vacina e os valores você confirma pelo WhatsApp, já que o estoque varia semana a semana. A gente não promete estoque que pode não ter no dia.
Como colocar o calendário do idoso em dia
O primeiro passo é simples e não tem custo: mande uma foto da sua caderneta de vacinação pelo WhatsApp. A equipe de enfermagem confere o que você já tomou, identifica o que falta desse trio e do restante do calendário, e monta o plano na ordem certa. Se descobrir que tem doses atrasadas de anos atrás, tudo bem: dá pra recuperar o esquema sem recomeçar do zero.
Depois é só vir à clínica, que é porta aberta, por ordem de chegada, sem precisar marcar horário. E se sair de casa for difícil, muita gente dessa idade prefere se vacinar no conforto do próprio lar, com hora marcada, com a mesma qualidade da clínica. Depois de colocar tudo em dia, a Vacinar avisa quando a próxima dose estiver chegando.
Fontes: Calendário de vacinação do idoso · SBIm · Vacinação · Ministério da Saúde
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação individual de um profissional de saúde. O esquema de cada vacina depende da análise da sua caderneta e do seu histórico.